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Questionário sobre a nova BNCC não deve ser respondido, conclama CNTE

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31 Jul 2018

O questionário acerca da proposta da nova Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que está sendo enviado pelo Ministério da Educação (MEC) as escolas de ensino médio do Brasil, não deve ser respondido pelos profissionais da educação. A conclamação está sendo feita pela CNTE aos/as trabalhadores/as em educação de todo o país. Por sua vez, o SINTE/RN está fazendo o mesmo chamando aos trabalhadores do Rio Grande do Norte. A orientação do Sindicato é que os trabalhadores não respondam ao questionário. 

O objetivo é boicotar a BNCC que está sendo proposta pelo MEC, uma vez que o texto, se entrar em vigor, prejudicará o ensino médio público e o desenvolvimento da educação como um todo. O ex-ministro da educação do governo Dilma Rousseff, Aloízio Mercadante, escreveu uma carta aberta se posicionando contra o conteúdo da BNCC e a forma como o MEC está tentando implementá-la. Veja AQUI a carta aberta escrita pelo ex-ministro. 

Para entender por que devemos dizer não à BNCC do MEC, separamos 8 pontos que explicam os males da proposta. Confira abaixo:

1. TODAS AS DISCIPLINAS, exceto Português e Matemática, deixam de ser obrigatórias na atual BNCC! Com isso, esta “Reforma” causará DESEMPREGO EM MASSA entre professores (as).

2. Esta BNCC torna mais de 40% do currículo como “parte flexível”. Isso abre espaço para que as aulas desta “parte flexível” sejam oferecidas fora da escola, on line ou em institutos privados, podendo fazer de boa parte do Ensino Médio um “curso à distância”!

3. Abre espaço também para contratações de docentes pelo chamado “notório saber”, ou seja, sem formação pedagógica e específica na área!

4. Esta BNCC é apoiada por grandes empresas, como Fundação Lemann, Fundação Roberto Marinho e até bancos, interessadas em privatizar o ensino e obter investimentos públicos para gerir e lucrar com a educação!

5. A “consulta” para formular a BNCC não envolveu professores/as e sociedade, dando ouvidos apenas aos interesses empresariais e do alto escalão do governo!

6. Esta BNCC faz parte da “Reforma” do Ensino Médio, que está mais para contrarreforma, imposta através de Medida Provisória e tornada lei sem uma consulta democrática!

7. O governo Michel Temer quer aprovar a BNCC sem fazer uma ampla discussão com os setores da educação. Por isso, o MEC determinou que o dia 02 de agosto, esta quinta-feira, será o único dia para as escolas de ensino médio de todo o Brasil discutirem a proposta.

8. Segundo a CNTE, existem no Brasil cerca de 28 mil escolas de ensino médio, com 509 mil professores. Além disso, e o documento da Base Nacional Comum Curricular contém mais de 500 páginas. É inviável discutir essa proposta em apenas algumas horas, como o governo Temer quer impor.

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Questionário sobre a nova BNCC não deve ser respondido, conclama CNTE

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31 Jul 2018

O questionário acerca da proposta da nova Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que está sendo enviado pelo Ministério da Educação (MEC) as escolas de ensino médio do Brasil, não deve ser respondido pelos profissionais da educação. A conclamação está sendo feita pela CNTE aos/as trabalhadores/as em educação de todo o país. Por sua vez, o SINTE/RN está fazendo o mesmo chamando aos trabalhadores do Rio Grande do Norte. A orientação do Sindicato é que os trabalhadores não respondam ao questionário. 

O objetivo é boicotar a BNCC que está sendo proposta pelo MEC, uma vez que o texto, se entrar em vigor, prejudicará o ensino médio público e o desenvolvimento da educação como um todo. O ex-ministro da educação do governo Dilma Rousseff, Aloízio Mercadante, escreveu uma carta aberta se posicionando contra o conteúdo da BNCC e a forma como o MEC está tentando implementá-la. Veja AQUI a carta aberta escrita pelo ex-ministro. 

Para entender por que devemos dizer não à BNCC do MEC, separamos 8 pontos que explicam os males da proposta. Confira abaixo:

1. TODAS AS DISCIPLINAS, exceto Português e Matemática, deixam de ser obrigatórias na atual BNCC! Com isso, esta “Reforma” causará DESEMPREGO EM MASSA entre professores (as).

2. Esta BNCC torna mais de 40% do currículo como “parte flexível”. Isso abre espaço para que as aulas desta “parte flexível” sejam oferecidas fora da escola, on line ou em institutos privados, podendo fazer de boa parte do Ensino Médio um “curso à distância”!

3. Abre espaço também para contratações de docentes pelo chamado “notório saber”, ou seja, sem formação pedagógica e específica na área!

4. Esta BNCC é apoiada por grandes empresas, como Fundação Lemann, Fundação Roberto Marinho e até bancos, interessadas em privatizar o ensino e obter investimentos públicos para gerir e lucrar com a educação!

5. A “consulta” para formular a BNCC não envolveu professores/as e sociedade, dando ouvidos apenas aos interesses empresariais e do alto escalão do governo!

6. Esta BNCC faz parte da “Reforma” do Ensino Médio, que está mais para contrarreforma, imposta através de Medida Provisória e tornada lei sem uma consulta democrática!

7. O governo Michel Temer quer aprovar a BNCC sem fazer uma ampla discussão com os setores da educação. Por isso, o MEC determinou que o dia 02 de agosto, esta quinta-feira, será o único dia para as escolas de ensino médio de todo o Brasil discutirem a proposta.

8. Segundo a CNTE, existem no Brasil cerca de 28 mil escolas de ensino médio, com 509 mil professores. Além disso, e o documento da Base Nacional Comum Curricular contém mais de 500 páginas. É inviável discutir essa proposta em apenas algumas horas, como o governo Temer quer impor.

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